Livro lido – Entrevista com o vampiro, de Anne Rice

Leituras de 2022 – Lista #1001livros ✅

Entrevista com o vampiro [1976]

Orig. Interview with the Vampire

Anne Rice (🇺🇸, 1941-)

Rocco Digital, 2020, 413p.

Trad. Clarice Lispector

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““As pessoas que param de crer em Deus ou na bondade continuam a acreditar no diabo. O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil.” (Pág. no iBooks 17).

Ah, as lendas urbanas…o que seria do imaginário, sobretudo dos leitores, sem uma boa estória de suspense, terror, vampiros!

Explico.

Saindo de um medíocre Paulo Coelho, de quem li o livro que a lista “1001 livros para ler antes de morrer” deu espaço para o romance abaixo da média “Veronika decide morrer”, me deleito com as páginas embargadas de lirismo sombrio de Anne Rice, a criadora do vampiro Lestat!

Entrevista com o vampiro, livro que baseou o filme homônimo e que traz um elenco de peso (Tom Cruise, Brad Pitt e Antônio Banderas estrelam a película), é um longo relato de Louis, o vampiro sentimental, criação de Lestat, que vive o – eterno, literalmente – dilema do porquê de sua existência, do castigo que o acometeu há 200 anos.

Apesar da “idade”, Louis é incapaz de se alimentar de sangue humano: ao invés, busca em animais saciar a fome hematófaga que o acomete enquanto se arrasta pelos séculos como um pária, já que sua atitude humana (sim, ele manteve tal traço) o faz ser diferente de seus patrícios sugadores. Também é corroído pela culpa de ter participado da transformação em vampiro da criança Cláudia, uma garotinha que perder a mãe cedo e se torna a filha adotiva de Louis e Lestat.

Então, vamos acompanhando a fala de Louis a um rapaz que aceita gravar seu relato, ambientado primeiro na negra noite de Nova Orleans e depois pela Europa, nos dando um quadro interessante das luzes e sombras da cidade que, apesar da apesar de manter a pouca visibilidade, é um retrato exarcebadamente colorido aos olhos de um vampiro.

Com algumas variações, o filme, que assisti novamente ontem, após um bom par de anos, também mantém a força lírica do romance de Rice, o que é muito bom em se tratando de uma adaptação.

Foi uma experiência e tanto a leitura desse romance sombrio, bem escrito, tradução impecável da rainha Clarice Lispector, que só posso recomendar vivamente para quem não o leu. Que livro!

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