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Título: O Largo da Palma
Autor: Adonias Filho
Ano de publicação: 1981
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 110
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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Andar pela cidade velha da Bahia, Salvador, com seu casario secular, suas íngremes ladeiras cheias de curvas e de histórias, sua gente musical, sua cultura multifacetada, é uma aventura sem igual.

Mas, e o que dizer daqueles lugares singulares, verdadeiros nichos onde a história, sendo contada num bom “dedo de prosa” revelando nuances, detalhes e que trazem comoção, dos quais Salvador está cheia?

Com suas seis novelas, o excelente “O Largo da Palma” faz exatamente aquilo que eu, morador por três anos de Salvador, procurei viver intensamente: sorver em generosos bocados a beleza poética, nua e crua das gentes e dos lugares da Bahia.

Embora pequeno em tamanho, a prosa contida no livro do escritor e ensaísta Adonias Barbosa (1915-1990) consegue levar o leitor a enxergar cada casa, cada canto, sentir na pele a brisa vinda do mar e que se expande por todo o largo onde as novelas se entremeiam e comovem. A escrita direta, crua, sem rodeios, traz toda sinestesia das cores, dos cheiros e dos sons do Largo da Palma, um pequeno reduto entranhado entre a Mouraria, Nazaré e o Pelourinho, onde, coincidentemente há 15 anos pus pela primeira vez os pés na capital baiana.
Nesse pequeno cenário objeto da obra, Largo da Palma, acontecem as histórias narradas no livro. Histórias de amor, como a de Célia e Gustavo de a “A moça dos pãezinhos de queijo”, de perdição como em “Os enforcados”, de tragédia como a comovente história do velho negro Loio de “Um avô muito velho”. Todas as histórias se tocam, mas não os personagens. Antes, o autor menciona em cada conto os lugares onde prefere conduzir cada trama, como a pequena padaria onde Célia encontrou o amor ou mesmo o bordel onde a desconhecida prostituta do conto “Um corpo sem nome” (este conto foi um dos textos utilizados no vestibular da Uneb de 2017, que prestei nesse fim de semana e que me fez buscar este livro lindíssimo!) todos desembocando no próprio Largo, defronte à Igreja Nossa Senhora da Palma.

Talvez o personagem principal comum a todos as seis novelas do livro, silencioso observador de anos sem fim, o ambiente retratado do Largo da Palma é como um laboratório em tamanho reduzido de toda a encantadora beleza que sempre busco, em visitas periódicas, quando vou a Salvador.

Como morador transitório, sempre buscava o silêncio daquelas ruas tão repletas de história, temperado com o salgado cheiro do mar. O vai e vem de ruidosos turistas muitas vezes embota o encontro da poesia que é a Cidade Alta, onde de várias balaustradas como a de Santo Antônio Além do Carmo, a minha preferida, me sentava contemplando a vastidão esverdeada da Baía de Todos os Santos, ou ainda ali me perdia nas páginas igualmente embevecedoras de Jorge Amado. Nessa mistura de literatura e paisagem, aprendi a amar os homens do mar, verdadeiros gladiadores em busca do fruto das águas, seus rústicos saveiros, os trapiches alumiados pela noite da Bahia, a musicalidade dos moradores, tudo isso revi lendo O Largo da Palma, um achado, já que o livro foi publicado faz muitos anos.
Se antes buscava em Jorge Amado essa Bahia que muitas vezes foge aos olhos destreinados, Adonias Filho me comoveu com suas curtas páginas, mas que de tão profundas e mágicas contam uma Bahia que é impossível deixar de amar.

A Adroaldo Ribeiro Costa, outro escritor que soube captar o espírito da cidade velha da Bahia e cujas crônicas sempre volto a ler, e a Jorge Amado, membro efetivo de minha curta lista de escritores favoritos, junto Adonias Filho, eleito para a ABL em 1965, um gigante, um retratista em preto e branco do que há de melhor, em termos de escrita, na Bahia.

 

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Título: Os fatos – a autobiografia de um romancista
Título original: The Facts – A novelist’s autobiography
Autor: Philip Roth (EUA)
Ano de publicação: 1988
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 208
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️

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A fórmula sempre dá certo: qualquer bom leitor que possua sua lista de escritores prediletos vai querer se deleitar sobre sua vida, os detalhes e nuances por trás da forma como os livros foram concebidos.
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Philip Roth compõe minha [curta] lista de escritores essenciais. Assim como fiz com Machado de Assis — outro escritor essencial– de quem li todos os romances e mais uma porção de contos e crônicas, pretendo ler todos os seus romances também. Com a diferença que não na ordem em que foram publicados, como fiz com os romances machadianos.
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Enquanto em Machado eu me deleite com o melhor do Realismo tupiniquim, com seus laivos irônicos e dissecadores da alma humana, em Roth encontro uma prosa de uma elegância sem igual, cujos temas espinhosos e nada agradáveis como a morte, a questão judaica e o próprio sentido da existência são desfiados em livros maravilhosos como Homem comum e Patrimônio.
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Neste Os fatos nos é apresentado um pedaço generoso da vida pessoal do autor de O complexo de Portnoy. Abarca desde a juventude no bairro de Weequahic, em Newark até mostrar um Roth já consagrado, mas saído de um casamento devastador que muito mais que dinheiro, tornou infernal a sua existência. É um livro revelador sob vários aspectos. Não traz exatamente aquilo que todo leitor quer encontrar numa biografia de um autor amado, como as leituras que fez, de onde foram extraídas as ideias que conceberam livros ou mesmo detalhes banais, que em algum grau traz deleite ao fã-leitor. Contudo, você encontra facilmente em Os fatos detalhes que compõem boa parte da matéria tratada em seus livros, principalmente no que se refere à sua essência judaica. Roth aparentemente busca ter uma vida o mais americanizada possível. Em nenhum momento de sua narrativa você o vê preocupado com tradição, hábitos e exigências com objetos ligados ao judaísmo. Talvez por isso possa, com toda propriedade, estar sempre pondo em xeque seus personagens judeus, com suas incongruências e ditames.
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Desse livro gostei muito de saber como o autor se depara muitas vezes com suas criaturas. Ou mesmo percebe que não é possível dissociar um do outro. Muitas vezes Roth percebe essa dualidade, ou mesmo sua incapacidade de criar personagens com nuances tão complexas. Notável a passagem em que ele analisa o “golpe” que sua ex-esposa lhe deu ao comprar uma amostra de urina de uma negra que estava grávida e fê-lo crer que iria ser pai….
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Aliás, é na vida emotiva que o livro mais se detém, principalmente no casamento falido que teve com Maggie Williams, uma mulher desestruturada e incontrolável que além de enganar Roth com uma falsa gravidez, é a sua maior e mais terrível algoz por anos, até morrer num acidente de carro. Sim, escritores tem vidas aparentemente normais.
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Roth jamais decepciona: mesmo falando de si mesmo através da boca de um de seus mais primorosos personagens, Nathan Zuckerman, ele vai revelando uma faceta que a meu ver, em nada o diminui.

 

E na melancólica partida da luz, jaz mais (ou menos) um dia…

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Título: Ensaio sobre a cegueira
Autor: José Saramago (Portugal)
Ano de publicação: 1995
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 310
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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Um motorista parado num sinal vermelho de repente percebe que está cego. Seu desespero chama a atenção de outros motoristas e pedestres, um deles mesmo o ajuda a chegar em casa, mas não é exatamente um bom samaritano, apenas um ladrãozinho de carros que vê oportunidade na desgraça alheia.
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Dali em em diante, na cidade mítica criada por Saramago as pessoas começam a apresentar os sintomas da “cegueira branca”, característica comum a todos que tiveram seus olhos inutilizados por ninguém sabe porquê, causando desespero e medo por parte dos que “ainda vêem”.
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É assim que nos é apresentada a história narrada neste livro soberbo, o Ensaio sobre a cegueira. Sendo meu primeiro contato com a escrita de Saramago, não pude ter escolhido melhor começo: um livro poderoso, tanto na envergadura estilística quanto na profundidade de reflexão que sua leitura causa.
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É fácil ver-se no cenário imaginário de Ensaio sobre a cegueira, na angústia e medo por não enxergar onde os pés são postos, na forma como a dignidade humana, ou o que achamos que isso seja, vai se deteriorando, causando o esfacelamento ético e moral vivido pelos cegos aquartelados num manicômio que lhes imprime uma nefasta quarentena, este livro, creio eu, não pode ser contido numa simples e mera resenha como esta que pretensiosamente tenta decifrá-lo.
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Isso porque este romance é uma espécie de ode ao cabedal emotivo do ser humano, um duro e realístico retrato da alma humana, onde ali é mostrada a pequenez, o hediondo, o reprovável, mas também a solidariedade, o desapego, um altruísmo incomum presente principalmente na “mulher do médico”, o surreal, muitas vezes representado nas reações aparentemente humanas do “cão das lágrimas” (sempre me fez relembrar os complexos mecanismos e pensamentos da Baleia de Vidas Secas).
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Ensaio sobre a cegueira vagueia ainda pelo terreno da fé cega, do sentimento de perseverança, de pertencimento e também da perda da identidade (não há nomes, como se os personagens não passassem de “invisíveis sociais”), do ódio vingativo, até desembocar nos mais animalescos instintos. Enfim…
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Demorei a ler a minha edição com texto no português de Portugal não somente pelas palavras e expressões que não conhecia, mas principalmente pela total ausência de pontos de interrogação, o que traz ao leitor a responsabilidade adicional de dar uma carga interpretativa a perguntas que não parecem ser perguntas (li numa resenha que outro livro do Saramago, o Memorial do Convento, também tem alguma proposital ausência de caracteres como sendo um livro de um parágrafo só. Vale conferir…).
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Ensaio sobre a cegueira é daqueles livros cujos múltiplos significados merecem mais de uma leitura. Talvez, posteriormente, ainda venha acrescentar algo mais nessas singelas palavras porque, mesmo sendo um leitor disciplinado, a leitura de Saramago exigiu muito, tira-me da inércia e passividade interpretativa e sem convite me lança no meio das agruras e belezas dessas suas páginas. Não poderia ser diferente para o ganhador do Prêmio Nobel de 1998. Agora é partir para outras obras desse titã lusitano da literatura!

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Título: Patrimônio
Título original: Patrimony: A true story
Autor: Philip Roth (EUA)
Ano de publicação: 1991
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 192
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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Gosto particularmente de uma frase de Hemingway, quando ele afirma que a literatura depende — em parte — de o escritor ter uma vida triste.

Pensando nisso, ou Philip Roth, o notável e mais importante escritor americano vivo, teve sua existência marcada por nefastas dores ou sua genialidade e maestria na escrita fizeram dele o que é, fê-lo mostrar o lado mais cinzento do ser humano.

Em mais um livro seu, do qual concluo a leitura, esse pensamento me vem à mente, mas muito maior é a certeza de que estou deveras sorvendo as qualidades literárias do maior escritor da literatura contemporânea, desde Machado de Assis e Gabriel Garcia Marquez!

Patrimônio, publicado originalmente em 1991, conta a história verídica de seu pai, Herman Roth, quando em seus últimos anos de vida e já octogenário, descobre que tem um tumor na cabeça que faz seus últimos meses se tornarem um verdadeiro martírio para o velho e para o filho expectador.

Assim como seus outros livros que li (O avesso da vida, Nêmesis, A marca humana e Homem comum), mesmo o relato final da vida de seu pai vem repleto da musicalidade hedonisticamente doída tão comum em sua escrita. O mestre em “captar a identidade e angústia americanas” dessa vez o faz com algum comedimento num livro curto e sóbrio, sem aquele ar corrosivo e irônico presente em outros livros seus.

Como se fosse uma espécie de ode ao pai prestes a partir (que me remeteu sempre ao Quase Memória do Carlos Heitor Cony, outro livro amado) Philip Roth expõe em alternâncias de tempo e espaço, a caminhada do velho Herman, sua perspicácia em suprir sempre as necessidades da família, as amizades feitas na Newark dos anos 30 e que duraram por décadas, os resquícios de outros tempos contados ao redor da mesa, até a derradeiro arrependimento por não estar presente quando Phil se submete a uma cirurgia cardíaca.

Sim, é mais um livro triste, uma soberba homenagem ao velho pai que, fatigado das barbaridades causadas pelo tumor que teima em crescer e esmagar seu cérebro ainda jovial. É ali, em meio aos tantos dissabores e sintomas ligados às subsequentes disfunções que seu corpo esquálido vai apresentando que Roth filho percebe qual, na verdade, é o seu legado, seu patrimônio. Em meio às ternas lembranças magistralmente termina seu livro juntamente ao suspiro final daquele que, por toda uma vida, soube ser e foi o seu pai.

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Título: O caso Meursault
Título original: Meursault, contre-enquête
Autor: Kamel Daoud (Argélia)
Ano de publicação: 2013
Editora: Biblioteca Azul
Páginas: 168
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

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Um velho homem sentado num bar em Orã, na Argélia, começa a desfiar sua história, a trágica saga que teve início numa praia de Argel em 1942, quando seu irmão fora assassinado por um francês.
É essa a fórmula utilizada pelo escritor argelino Kamel Daoud ao nos brindar com essa proposta originalíssima que é o livro O caso Meursault.

O caso Meursault é exatamente o que o título diz: uma clara alusão ao romance do conterrâneo e também escritor Albert Camus. Em O Estrangeiro, Camus conta a história de Meursault, o simples funcionário que de repente se vê enredado por um crime que não quis cometer. Numa tarde qualquer de 1942, Meursault desfere dois tiros fatais contra um árabe de macacão azul. Com isso é encerrado na prisão até sua condenação, meses depois, quando perdeu a cabeça.

Por si só O Estrangeiro já é um grande livro, embora pequeno em páginas. A genialidade literária de Camus em construir um personagem tão simples e tão complexo como Meursault, cuja inércia ante sua crítica situação, tem muito a nos fazer pensar. A forma impassível com que lida com os problemas e emoções, a sua análise fria dos fatos, a negação veemente da negação em receber as preces eclesiásticas, faz de Meursault um personagem fascinante.

No livro de Daoud já na capa você se depara com a pretensiosa informação de que este é um livro que irá fazer par com O Estrangeiro. Pretensiosa se o livro fosse ruim, ou mesmo bastante ousado em se equiparar ao pequeno grande clássico do Nobel de 1967. Mas O caso Meursault é sublime, extraordinário, muitíssimo bem escrito e profundo na sua proposta. Talvez nada pretensioso dizer que sim, o livro pode fazer par com o romance de Camus em nada perder. Nele, o irmão de Moussa (esse, ficamos informados logo no início, o nome do árabe morto por Meursault) Haroun, viveu tantos anos indignado com as escassas informações sobre a morte que destruiu a sua vida e a da sua mãe. Como um acerto de contas, Haroun vai escrevendo ele próprio o livro em resposta à injustiça feita a Moussa, por anos tratado como um árabe — e você percebe o tom depreciativo em como Moussa é tratado. O engajamento político do romance, narrado no pós-revolução, é cru também em lidar com a reconstituição da injustiça histórica feita a Moussa. A conversa que Haroun vai tendo, com um parceiro de mesa qualquer, ele derramando as caudalosas injúrias ao livro que marca a desgraça a que ele é obrigado a conviver. Mas, ao invés de Haroun ir em busca das respostas a que por tantos anos buscou, a mim me parece que é justamente o sentido contrário a solução final encontrada por ele: escreve um livro em paralelo, como que seguindo de longe os passos do Meursault de Camus, uma sombra esguia e resoluta, na busca pelo encontro com o Moussa em cada passo que deu…

Numa linguagem dinâmica, um estilo direto, com laivos poéticos, ora embargado de um fino senso de sarcasmo e ironia, Daoud entra, sem dúvida nenhuma, no rol de melhores livros que li na vida!

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Título: O Estrangeiro
Título original: L’étranger
Autor: Albert Camus (Argélia)
Ano de publicação: 1942
Editora: BestBolso
Páginas: 110
Minha classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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O objetivo de ter concluído a leitura do romance de Camus é justamente pela referência de O estrangeiro no livro do também argelino e escritor, Kamel Daoud, “O caso Meursault”, este que vou ler já logo em seguida.
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Mas.
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Apesar de buscar uma referência e ponte para entender melhor a leitura que farei do romance de Daoud, O Estrangeiro me tocou deveras. Apesar de não ser meu primeiro contato com a literatura de Camus (li outro aclamado livro seu, “A Peste”, nos idos de 1998, que pretendo reler em breve…), o curto romance da trajetória de Meursault me tocou por sua beleza, mesmo sendo um livro triste, onde é saudada a “divina disponibilidade do condenado à morte”.
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Meursault, funcionário de um escritório, é apresentado logo no início do livro recebendo a trágica notícia da morte da mãe. No dia seguinte, inicia um romance com Marie e a leva ao cinema. A partir daí seus dias continuam mantendo a mesma insipidez, até que ele se vê tudo acabar quando deixa que o acaso de um dia muito ensolarado o leve a cometer um assassinato à queima roupa. A partir daí, o romance explora todo o cabedal psicológico da personagem, cuja passividade e insensibilidade o levam à uma condenação absurda.
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Quem ler esse livro diminuto pode achar o enredo bastante simples. Foi o que achei, pelo menos nas primeiras trinta páginas. Mas, com o olhar atento de um leitor crítico você começa a perceber que há muito mais que narrar as agruras de alguém que está sendo julgado, mas consciente ou não, sequer se importa com o destino que o tribunal vá deliberar sobre o futuro de Meursault (diante da estranha passividade de Meursault algumas vezes me trouxe à memória o mesmo comportamento em “Storner”, de John Williams), mas é claro que o livro vai além.
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Você vai sentindo uma gradação estilística à medida que chega o dia do resultado do julgamento de Meursault, percebe que por trás do dar de ombros dele é revelado justamente esse “estrangeiro”, essa consciência esvaziada dele, uma recusa consciente de estabelecer qualquer vínculo sentimental ou racional, levando-nos a pensar no absurdo da tragédia genialmente criada por Camus. Este é, decididamente um livro para se ler muitas vezes, pois há muita coisa para ser absorvida!
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Tenho ouvido boas críticas ao livro de Kamel Daoud, uma espécie de visão “da outra parte” em relação à Meursault. Mas há um mérito especial a “O Estrangeiro” que não posso negar, principalmente por ser parte da lavra do vencedor do Prêmio Nobel de 1957.

charlles campos

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