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Título lido: Dublinenses

Título original: Dubliners

Autor: James Joyce (Irl)

Tradução: Caetano Galindo

Lançamento: 1914

Esta edição: 2018

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 280

Classificação: 2,5/5

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“Ruminando sua vida com ela e evocando alternadamente as duas imagens em que agora a concebia, percebeu que ela estava morta, que tinha deixado de existir, que tinha se tornado lembrança” – conto “Um caso doloroso” (Posição no Kindle 2095/43%).

Nos 15 contos que compõem o livro Dublinenses, assim como o próprio título sugere, falam, em narrativas abertamente sentimentais, do povo de Dublin, seus usos e costumes, pintam um pouco da geografia da cidade, flertam com a virtude da fé, narram tragédias pessoais, infortúnios, lembranças. Não bastassem esse colorido simplório, comum em crônicas e narrativas curtas, as historietas criadas pelo escritor irlandês James Joyce possuem em sua maioria finais inconclusos, deixados abertos – ou por intenção do próprio autor ao insinuar mudamente ao leitor que divague sobre um possível desfecho, ou mesmo por um caráter puramente experimental.

Nós, os leitores, temos o hábito de alimentar alguma temeridade ou mesmo superdotar alguns escritores como sendo difíceis de serem lidos, possuidores de uma escrita complexa e indecifrável que exigem esforço incomum e atenção redobrada. Quem nunca se assombrou com apenas algumas páginas de “Graça Infinita”, o portentoso romance do escritor americano David Foster Wallace, e aqueles jogos de palavras, expressões científicas e descrições detalhadas que exigem persistência e teimosia? Ou mesmo se afogou nos caudalosos parágrafos de “Em busca do tempo perdido”, do francês Marcel Proust, dono de uma pirâmide literária em forma de sete tomos que compreendem toda a saga?

É claro que seria exagero dizer que os contos de Joyce são complexos ou desafiadores. Na verdade é uma excelente porta de acesso à obra de Joyce, muitos afirmam. E deveras há sim um simbolismo especial no livro, quase pueril, emoldurado pelas lembranças do escritor, uma fina elegância na forma de escrever, mas, apesar de ter gostado razoavelmente de alguns contos, não posso dizer que Joyce tenha me ganhado. Não encontrei no livro aquele elemento especial que faz o leitor apaixonar-se pela escrita de um autor, aquela centelha de emoção por uma passagem notável que ecoa no profundo e deixa os dias um tanto mais cismarentos, como encontro facilmente em Javier Marías, em Philip Roth, em John Updike, em Dostoiévski. Joyce, tão cultuado pelo “Ulisses”, sua obra mais conhecida, definitivamente não proveu em mim nada que não contos bem escritos mas um tanto sem sabor. Inícios difíceis raramente terminam bem. Na literatura, em especial, essa máxima nunca falhou, pelo menos comigo. Paciência. Prossigamos.

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Título lido: Estorvo

Autor: Chico Buarque

Editora: Companhia das Letras

Lançamento: 1991

Esta edição: 2010

Páginas: 152

Classificação: 3/5

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“vejo a multidão fechando todos os meus caminhos, mas a realidade é que sou eu o incômodo no caminho da multidão (Posição no Kindle 971/71%).

dois foram os motivos que me fizeram retornar a este livro emblemático: primero pela recente conquista do prêmio Camões de 2019, e segundo, como o próprio título do livro, o resultado da insatisfação e azedume que estes dias tenebrosos têm me causado e me deixado mais ensimesmado. paciência.

estorvo é o primeiro trabalho literário de Chico Buarque, uma das excelências da MPB, e que li em meados de 1997, no auge da idade da arrogância. lembro que o livro me causou assombro, saí da leitura arrasado com o périplo de tantos suspenses vividos pelo personagem da trama. apesar da temeridade que sempre sinto em reler autores com bons e adelgaçados lapsos de tempo, o reencontro não foi diferente, o leitor como que é abocanhado pela cruzada fugidia de um homem anônimo que, ao perceber que está sendo importunado por um sujeito que viu pelo olho mágico de sua porta, tenta, de várias formas, fugir.

a possibilidade desse “estranho” ser um velho conhecido é o estopim para que o personagem passe por estranhas situações, quase todas voltadas para as memórias de infância: um sítio, atualmente ocupado por traficantes, um vago sentimento incestuoso pela irmã rica, uma relação quase homossexual com um amigo mais velho.

em ambas as leituras que fiz, chama a atenção a falta de explicações para o homem que causa todo o desenrolar do livro – quem era, qual o motivo da busca e da fuga e porque não apareceu novamente – são apenas algumas de tantas possibilidades não concretizadas em “estorvo”. daí esse estilo narrativo mais voltado para o devaneio, uma espécie de atmosfera sempre borrada, indefinida, uma névoa onírica permeando as ações e pensamentos do personagem fujão. estorvo se resume numa crônica de estranhezas, mas vale a lida, principalmente por se tratar do primeiro escrito de um grande autor/músico, como Chico é. dele, li ainda em fins de 2016 o também muito bom “Budapeste”. ambos valem!

Título lido: Coração tão branco

Título original: Corazón tan blanco

Autor: Javier Marías (ESP)

Tradução: Eduardo Brandão

Editora: Companhia das Letras

Lançamento: 1992

Esta edição: 1995 (editado pela M. Fontes Ed.)

Páginas: 272

Classificação: 4.5/5

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“e é verdade que somente o que não se diz nem se exprime é o que nunca traduzimos” (pág no Kobo 33).

é interessante a forma como cada escritor compõe sua obra, a maneira como o autor usa da palavra para, sob a forma de frases, construir um livro. philip roth, de quem li 23 romances em sequência e na ordem de publicação, tem uma prosa explosiva, calcada numa espécie de sequência de sinapses temporais que vão sendo depositadas num fundo branco onde o leitor vai sendo conduzido pelas descrições e digressões dos seus personagens.

em javier marías sempre me pego pensando que seu estilo se assemelha mais a círculos concêntricos justapostos em camadas que vão, à medida da leitura, formando a ideia geral do livro (sim, marías jamais entrega de chofre o ouro ao leitor; antes, é necessário um exercício de atenção para não perder detalhes preciosos do romance, cruciais para seu entendimento pleno).

em “coração tão branco”, o segundo livro dele que leio, esse esquema é surpreendente: começa durante um jantar quando uma moça pede licença, vai ao banheiro e lá acaba se dando um tiro fatal. a partir de então, vamos sendo guiados pelos pensamentos de juan, um tradutor escalado por organizações governamentais para assessorar figurões monoglotas, que, além de apresentar o âmbito do seu trabalho, vai destrinchando os fatos da vida amorosa cotidiana e fazendo profundas análises que vai comparando a seu próprio casamento com a também tradutora luisa.

mas o mote do livro, muito além de acontecimentos fortuitos na vida de juan ou dos lugares-comuns que tornam a literatura às vezes cansativa e repetitiva, (e nisso marías é exímio, essa capacidade excitantemente incrível de gerar tantos labirintos de pensamentos e ideias, um deleite em forma de prosa!) é a maneira como cada pessoa guarda e reage diante dos segredos, das confidências. marías levanta a questão de quão necessário é não contar algo que, mesmo passado, carrega em si informações explosivas, capazes de causar estrago no interlocutor ou de quem se trata tal confidência. juan, recém casado e em lua de mel em havana, acaba se recordando de uma frase dita por seu pai logo após a cerimônia que o intriga. e então, passa todo o percurso do livro juntando migalhas de informações a fim de passar a limpo tantas histórias que envolvem ranz, seu velho pai especialista em obras de arte e três vezes viúvo.

como disse acima, o assombro que marías causa em seus livros é trazido pela forma como ele mascara os pontos chaves da trama. como garimpeiro, o leitor tem de ir vasculhando o texto e assinalando aquelas que podem incorporar muito do que ele diz através de meros e aparentemente simples detalhes ou mesmo em histórias paralelas como a da amiga de juan, berta, que vive à procura do homem ideal, ou mesmo do filtro que ele tem de se auto impor em sua profissão. o que diz em cada parágrafo é filosoficamente profundo, bem escrito, emotivamente carregado, cada frase digna de ser excertada e posta num quadro. essa “caça” ao tesouro escondido causa frisson, pois de certa forma marías convida o leitor a juntamente com o personagem narrador a compreender os dilemas dos relacionamentos modernos (foi assim com o narrador principal de “o homem sentimental”, que li e resenhei aqui).

não ler marías pode tornar a vida insuportável! vale!

Título lido: Para você não se perder no bairro

Título original: Pour que tu ne te perdes pas dans le quartier

Autor: Patrick Modano (FRA)

Tradução: Bernardo Ajzenberg

Editora: Rocco

Lançamento: 2014

Esta edição: 2015

Páginas: 144

Classificação: 4/5

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“acabamos sempre por esquecer os detalhes incômodos ou muito dolorosos de nossas vidas. basta boiar de costas e se deixar levar suavemente pelas águas profundas, de olhos fechados” (Posição no Kindle 916/62%).

topei com o nome de patrick modiano quando conferia a lista dos ganhadores do nobel, a cujo prêmio o escritor logrou em 2014. curioso, resolvi ler algo dele e acabei sendo ganho pelas páginas iniciais de “para você não se perder no bairro”, o seu último livro publeate então.

a aventura começa quando o narrador, jean daragane, um escritor solitário e auto-renegado, recebe em 2013 uma visita inusitada de um casal que alega ter encontrado uma velha agenda sua. o casal, chantal e otolinni, além de reaverem o pertence, querem que daragane os ajudem a obter informações sobre alguns nomes mencionados na agenda e que estão ligados a casos policiais. a partir daí, o romance começa a se descortinar em mais de uma plano temporal, mais precisamente alternado entre os anos de 1951, 1965 e o ano atual onde se passa boa parte do livro, onde outros personagens que marcaram a vida de daragane e que são objeto de interesse renovado a ele e que o motivam a abandonar a clausura e buscar assuntar o destino final que a vida deu a cada um deles.

em si, o livro não tem grandes reviravoltas, apenas vamos acompanhando as memórias intercaladas de daragane, que exita más acaba refazendo os caminhos de sua história. todos buscamos de alguma forma reviver as memórias dos lugares, dos cheiros, ainda que timidamente, e daragane entende que precisa refazer esse caminho tortuoso até para findar algumas fímbrias do passado ainda abertos e então focar em novos projetos.

modiano é dono de uma prosa límpida, elegante, boa de se ler. os pensamentos entrelaçados de daragane, muitos deles que dão margem a incertezas e incoerências ao velho escritor, as descrições de alguns lugares da paris que ainda porei os pés, esse ingrediente sempre reinventado que é o saudosismo, são elementos que definitivamente me ganharam no livro. lerei sim outras cousas de modiano, pois somente por ele, vale!

Título lido: Morte em terra estrangeira

Título original: Death in a strange country

Autora: Donna Leon

Tradução: Luiz A. de Araújo

Editora: Companhia das Letras

Lançamento: 1997

Esta edição: 2004

Páginas: 360

Classificação: 3/5

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“lamento muito que essas coisas aconteçam, que nos envenenemos a nós mesmos e aos nossos descendentes, que estejamos destruindo conscientemente o futuro, mas não se pode fazer nada para evitá-lo. nada, repito. nós somos uma nação egoísta. é a nossa glória, mas também vai ser a nossa destruição” (posição no iBooks pág 197/82%).

no segundo volume da série, o comissário guido brunetti é acordado ainda numa madrugada fria para se deparar com um misterioso cadáver boiando em um dos inúmeros canais que servem de vias em Veneza. de uma hora para outra, o leitor é imergido num verdadeiro e complexo tabuleiro onde não só figura o corpo de um militar norte-americano (no caso, o que abre o livro), como outros assassinatos colaterais que trazem consigo dilemas para brunetti, tão acostumado a se manter íntegro apesar da profissão.

ao tentar buscar solucionar os assassinatos de dois militares americanos (fazem parte de uma espécie de colônia americana em território italiano) e um veneziano, claramente interligados, brunetti acaba trombando com uma verdadeira conspiração especializada em descartar insumos extremamente tóxicos em plenos arredores de veneza, e encabeçados por figuras ilustres da cidade, incluindo o pai de paola, o conde orazio, sogro de brunetti.

o livro em si não traz a fórmula problema + investigação = solução, antes foge ao convencional com um desfecho falho, o que, ao meu ver, dão mais humanidade ao sistema policial e ao próprio brunetti, que não se sai bem do caso, antes mostra um lado não muito comum aos protagonistas de livros policiais.

como passatempo, o livro é um ótimo registro da “serenissima”, com seus climas e suas vielas suspensas pelas águas, à qual não deixa de receber os olhares de admiração do comissário; e como livro policial, é uma amostra pura de como se dá os meandros obscuros da impunidade entre figuras importantes da alta sociedade, de como dinheiro e poder são os ingredientes que corrompem até os mais improváveis. também a questão do descarte de insumos tóxicos é relevante em tempos cada vez tenebrosos, sempre pontual sem perder a atualidade. donna leon às vezes cansa por alongar em demasia livros que poderiam ter cortados umas boas dezenas de páginas, mas vendo o conjunto, há que deitar um pouco de paciência, afinal, tudo precisa ser convenientemente dito. vale!

Título lido: Eclipse

Título original: Eclipse

Autor: John Banville

Tradução: Celso Mauro Paciornik

Editora: Globo (Selo Biblioteca Azul)

Lançamento: 2000

Esta edição: 2014

Páginas: 240

Classificação: 3/5

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“no centro de tudo há uma ausência, um espaço vazio onde um dia houve alguma coisa, ou alguém, que se Removeu. embora as páginas não estejam numeradas, é claro, estou convencido de que faltam algumas: descartadas, destruídas – ou roubadas?” (pág 232).

john banville é o mestre do saudosismo. só li dois livros dele (o outro foi “o mar”), mas lendo as sinopses dos outros volumes da “trilogia sudário”, é bem fácil entrever que o personagem de Eclipse, o primeiro dos três, é um homem fadado à perdição e a ser corroído pela memória e pelo tempo.

aliás, um dos grandes atrativos de Eclipse é justamente o fato de não acontecer nada em grande parte da obra. não existem reviravoltas ou inovações narrativas; não aparecem truques estilísticos ou personagens com atitudes e falas marcantes. com exceção de um único acontecimento violento surgido quase no final do livro, o restante da história desenrola-se com vagar, concentrada nos dilemas do personagem principal e narrador, Alexander Cleave.

Alexander Cleave é um ator experiente e famoso que, em uma noite, no palco, passa pelo pior pesadelo de qualquer artista: subitamente paralisa e esquece as suas falas, precisando lidar com as risadas da plateia e com o pânico dos seus colegas de peça, até abandonar o palco de forma repentina (o mesmo se dá em “a humilhação, com o Simon Axler de Roth). tal fato o leva a reconsiderar a sua vida. ele decide retornar para a casa em que passou boa parte da infância, em uma tentativa de reconectar a criança com o homem e encontrar o sentido da própria existência ou, nas suas próprias palavras, “colocar de volta o trem nos trilhos”.

na casa da infância, passado e presente passam a conviver de forma abrupta, alternando-se nas recordações do narrador. Para viabilizar a construção da narrativa, John Banville abusa do recurso da fantasmagoria, vendo fantasmas e sendo acossado pela memória de eventos passados, o que aproxima o livro, em muitos momentos, de A volta do parafuso, de Henry James, um livro que particularmente não gostei. o presente aparece de forma mais vigorosa através das intervenções da sua mulher, Lydia, que lhe acompanha nesta jornada ao passado, mesmo sem ter sido convidada para tanto. não é uma coincidência que, irritada pelo desejo constante do marido de retomar o passado, Lydia algumas vezes lhe diga “Você é seu próprio fantasma”.

Eclipse não é uma leitura fácil. ele demora um pouco para se render ao leitor, que se distrai com as idas e vindas do texto e, como a história é excessivamente estática, corre o risco de perder as chaves de interpretação do narrador distribuídas ao longo do texto. no entanto, ultrapassado este momento inicial de relativa incompreensão, o leitor que seguir adiante logo entenderá os pensamentos de Alexander Cleaver. entrará na sua pele e vivenciará as suas dúvidas e indecisões. preso em um passado que não o larga e lança sombras sobre o seu presente, o narrador é alguém tão humano como qualquer um dos seus leitores, e talvez esta seja a característica que mais incomoda em Banville: a sensação de que, um dia, o leitor vivenciará as mesmas dúvidas de Alexander Cleaver e, no meio deste grande palco que se chama vida, esquecerá o que está fazendo sobre ele e não lembrará mais o motivo pelo qual está vivo. somos criaturas feitas de passado e de fantasmas.


Título lido: Senhor das moscas

Título original: Lord of The Flies

Autor: William Golding (Nobel de 1983)

Tradução: Sérgio Flaksman

Editora: Alfaguara

Lançamento: 1954

Esta edição: 2017

Páginas: 224

Classificação: 3/5

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“aceitaram os prazeres da manhã, o sol forte, o mar extenso e o ar suave, como a hora do dia em que brincar era bom e a vida tão repleta que a esperança não era necessária, e portanto fica a esquecida” (pág 65).

o mote do livro é simples e direto: começa com um acidente aéreo durante uma guerra nuclear, a cujos sobreviventes, um grupo de meninos, acabam sobrevivendo numa ilha totalmente desabitada.

sabemos isso através do diálogo entre dois deles, Ralph e Porquinho, onde estão muitos detalhes relevantes que desencapam as circunstâncias que os fizeram chegar ali. a novidade de viver em um ambiente onde não há adultos causa frenesi neles que, após uma primeira vasculhada nas redondezas, encontre uma concha que, soprada, acaba atraindo outros tantos meninos espalhados pela ilha.

a narrativa, que gira em torno dos dois e mais um garoto chamado Jack, traça perfis multifacetados do grupo, que logo se distinguem entre aqueles que buscam construir meios que possam ajudar na identificação da ilha e consequentemente em seu resgate, e aqueles que se inclinam pela caça de porcos, abundantes ali. logicamente uma hora ou outra os embates começariam e é nesse ponto do livro que percebemos o crescente suspense para um iminente cataclismo entre as duas partes.

mas, muito mais que um simples relato de sobrevivência, o livro flerta mesmo é com uma visão delineadora da natureza humana, no que tange à sua parte mais negra. de como essa essência pode ser provocada, ou distorcida, ou aflorada, bastando para isso as condições exógenas perfeitas. elementos como a luta, a reafirmação do poder, o simbolismo grupal, a forma como se lida com o medo e principalmente na fácil inclinação para a crueldade e a barbárie, todos são elementos que o leitor certamente encontrará no romance de Golding.

eu não posso dizer que tenha gostado do livro, na verdade são ambivalentes minhas impressões sobre este clássico, mas a sua temática é atualíssima para um livro escrito nos anos 50, e aconselho a lê-lo. esse mistura de excentricidade, ufanismo e quimera dão um toque bastante interessante ao livro, o que por si já vale!

charlles campos

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