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Título: O barril mágico

Título original: The Magic Barrel

Autor: Bernard Malamud (EUA)

Tradução: Maria Alice Máximo

Editora: Record

Ano de lançamento: 1958

Ano desta edição: 2007

Páginas: 254

Classificação: ⭐️⭐️⭐️

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“O barril, um símbolo que não lhe havia ocorrido antes, vomitava palavras de fogo, centelhas de ideias, a tudo transformado em fumaça espessa” (conto ‘A garota dos meus sonhos’, pág 50).

Ter lido “Entre nós”, seleção de conversas entre Philip Roth e vários amigos escritores, me permitiu saber da existência do escritor americano de origem judaica Bernard Malamud. Após terminar aquela belíssima coletânea, fui à caça de livros de autores ali constados, como Ivan Klima, Aharon Appelfeld e o próprio Malamud, de quem comprei dois livros, sendo um deles a coletânea de contos “O Barril Mágico”.

Com uma soberba introdução escrita por nada menos que Jhumpa Lahiri, autora de “O xará”, o livro reúne 13 contos originalmente publicados em jornais e reunidos em livro em 1958, e que rendeu ao autor o Nacional Book Award. São histórias cujos personagens, todos judeus, são mostrados vitimados por os mais diversos percalços, sejam da natureza, das circunstâncias ou das intempéries amorosas. As histórias, muitas delas frugais de tão simples, assombram pela realidade, mostram um lado humano extremamente realístico marcados por desgraças e desvarios.

A matéria tratada por Malamud, sem erro, levam à reflexão: homens e mulheres cicatrizados pela terrível experiência do Holocausto aparecem muitas vezes minguando à sorte, abandonados, mal-interpretados, desassistidos. Essa matéria assombra o leitor que, vivendo o suspense de cada historieta, é levado pelo autor a devorar logo aquelas páginas. “A garota dos meus sonhos foi o conto que mais gostei no volume, seguido por “Os sete primeiros anos”, “A dama do lago” e o conto homônimo que dá título ao volume. Vale!

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Título: Ratos e homens

Título original: Of mice and men

Autor: John Steinbeck (EUA)

Tradução: Ana Ban

Editora: L&PM (Pocket)

Ano de lançamento: 1937

Ano desta edição: 2017

Páginas: 142

Classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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“- Conta pra mim, igual ocê fez antes.

– Contá o quê?

– Dos otro home e da gente.

George disse:

– Os sujeitos que nem a gente num têm família. Eles ganha um pouquinho e já gasta tudo. Eles num têm ninguém no mundo que dá a mínima pra eles…

– Mais a gente num é assim – Lennie exclamou todo alegre. – Fala da gente agora.

George ficou em silêncio por um instante.

– Mais a gente num é assim – disse.

– Porque…

– Porque eu tenho ocê e…

– Eu tenho ocê. A gente tem um o outro, e é isso, isso que é tê alguém que se importa co’a gente – Lennie gritou triunfante” (pág 138).

Foram somente dois os livros do escritor americano John Steinbeck que li. O outro, “A rua das ilusões perdidas”, lembro que me intrigou pela história singela, despretensiosa e livre dos intrincados jogos literários que normalmente tornam chato um romance.

Em Ratos e Homens, Steinbeck uma vez mais surpreende: a narrativa do romance nos traz a trajetória errante de George e Lennie, dois amigos tão díspares, unidos pelos infortúnios dos duros anos da recessão econômica que assolou o país nos anos 30. Eles não têm ninguém, a não ser um ao outro, vivem de bicos nas fazendas das redondezas, e vez ou outra tem de abandonar o teto e comida pelas encrencas em que o grandalhão Lennie sempre mete os dois.

Mas é focando no sentido da amizade que Steinbeck se agiganta nesse pequeno grande livro e na realidade que ele dá a personagens tão cativantes. A amizade entre George e Lennie ultrapassa o significado corriqueiro levando facilmente o leitor à comoção ante a singeleza da confiança que Lennie tem em George, ao riso nas muitas cenas cômicas e, à difícil decisão que um deles terá de tomar por causa dessa amizade. Steinbeck ainda trata do problema do preconceito, tão arraigado e, sobretudo, como sentimentos genuínos podem surgir dos escombros de uma sociedade dilacerada pela desconfiança e pela desigualdade e carente de dias melhores. Grande e belíssimo livro!


Título: O animal agonizante

Título original: The dying animal

Autor: Philip Roth (EUA)

Tradução: Paulo Henriques Britto

Editora: @companhiadasletras

Ano de lançamento: 2001

Ano desta edição: 2008

Páginas: 128

Classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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“Observar a decadência do próprio corpo de um ponto de vista externo (para quem tem a sorte que eu tive) permite que a gente se sinta, graças à vitalidade que continua a ter, a uma distância razoável dessa decadência – às vezes dá até para sentir-se orgulhosamente independente dela. Sem dúvida, vão aumentando cada vez mais os sinais que nos levam a tirar aquela conclusão desagradável, mas assim mesmo a gente continua de fora. E a fúria dessa objetividade é brutal” (pág 36).

David Kepesh, personagem presente em “O seio”, talvez a obra mais kafkiana de Roth e em “O professor do desejo”, de 1977, e que li em julho, encerra sua existência em “O animal agonizante”, monólogo dramático em que vai desfiando as consequências de ter permitido apaixonar-se – deveras e pela primeira vez – por Consuela, uma garota cubana 38 anos mais jovem que ele.

Aqui, Roth flerta novamente com a degradação e finitude da vida, a iminência da derrocada, de certa forma voltada para a jovem Consuela, acometida por um recente câncer de mama, mas que na verdade busca focar na própria vida de Kepesh, atormentado com o desespero de que não tem mais tempo de ser o homem que espera ser para ela.

O livro flerta com altas doses de erotismo, mas sem ser vulgar, onde é possível enxergar sob a ótica de Kepesh a inescrutável verdade de que há falibilidade até mesmo aos instintos mais primordiais. O fim chega até mesmo às criaturas de Roth, homens complexos e auto-desintegrantes que, apesar de serem arrastados para a derrocada final, buscam absorver num resfolegar desesperado o sentido da existência, ainda que ela se manifeste de forma animalesca e carnal.

Título: O pai morto

Título original: The dead father

Autor: Donald Barthelme (EUA)

Tradução: Daniel Pellizzari

Editora: Rocco

Ano de lançamento: 1975

Ano desta edição: 2015

Páginas: 260

Classificação: ⭐⭐⭐

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“Ele tem raiva de ter sido pequeno enquanto você era grande, mas não, não é isso, ele tem raiva de ter sido indefeso enquanto você era poderoso, mas não, não é isso também, ele tem raiva de ter sido contingente enquanto você era necessário, não é bem isso, ele está louco da vida porque enquanto ele o amava, você não percebia (pág 196).

A história é surreal: um cortejo para enterrar o Pai Morto, figura gigantesca que possui uma perna mecânica e não está totalmente convencida sobre o fim de sua existência. Através de cabos de aço, os responsáveis por carregar o pai são Thomas, filho que lidera o grupo, e sua namorada Julie. Juntam-se ao cortejo Emma, amante de Thomas, e o alcoólatra Edmundo, o outro filho, além de operários que ajudam no transporte – e demandam melhores condições de trabalho.

Durante a jornada, O Pai Morto –mesquinho e tirânico – questiona frequentemente sua morte física, elucubrando possibilidades para permanecer neste mundo.
Como se fosse um “todo poderoso”, ele tem a capacidade de matar animais e os próprios filhos, embora esteja sendo carregado por eles para um funeral.
São essas contradições nas relações entre pais e filhos e, num plano mais profundo, certa veneração ao existencialismo, as principais marcas desta obra, tão engraçada quanto desafiadora.

Não lembro de ter lido nada do tipo antes, um livro contendo tantos estilos literários, quebras de fluxo narrativo, expressões inusuais e dilemas existenciais ora sérios, ora pilhéricos e que, apesar de rir em várias partes indiscutivelmente risíveis, não mina em nada a complexidade do livro. Apesar dos tantos adjetivos achei um livro mediano, embora tenha certeza da releitura num momento oportuno. Se o escritor David Foster Wallace tinha Barthelme entre seus escritores prediletos, é porque há sim qualidade nessa prosa singular. Vale!


Título: A marca humana

Título original: The human stain

Autor: Philip Roth (1933-2018)

Tradução: Paulo Henriques Britto

Editora: @companhiadasletras

Ano de lançamento: 2000

Ano desta edição: 2013

Páginas: 454

Classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐

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“A tirania do decoro. Era difícil até mesmo para ele, em meados de 1998, acreditar na sobrevivência do conceito americano de decoro, e era ele próprio que se considerava vítima dessa tirania: o freio que ainda impõe à retórica pública, a inspiração que fornece aos santarrões, a persistência quase universal dessa exibição desvirilizante de virtudes” (pág 198).

“A verdade a nosso respeito é infinita. Tal como as mentiras. Denunciado pelos pretensiosos, escorraçado pelos santarrões – e por fim exterminado por um louco furioso. Excomungado pelos salvos, pelos eleitos, pelos eternos evangelistas dos costumes do momento, e por fim eliminado por um demônio implacável. As duas exigências humanas encontravam seu ponto de encontro nele. O puro e o impuro, com toda a sua veemência, em ação, tendo em comum a mesma necessidade do inimigo. Cortado ao meio pelos dentes hostis deste mundo. Pelo antagonismo que é o mundo” (pág 398).

À medida que avanço na obra literária de Philip Roth, é inevitável que deixe de focar na árvore e amplie a visão por toda a floresta. A densidade, riqueza e perfeição com que foram construídos seus livros tomam um novo significado à medida que cada tijolo vai sendo empilhado ao conjunto da obra.

É o caso de “A marca humana”, de 2000, na verdade o primeiro Roth que li, isso há uns anos atrás e, naturalmente não fazia ideia de sua significação.

Sendo parte da assim chamada “Trilogia Americana”, composta ainda por Pastoral americana e Casei com um comunista, “A marca humana” forma o denso e intricado retrato de uma sociedade questionável em suas crenças, valores e ética. Como os demais volumes da trilogia, é narrado por um Nathan Zuckerman já quase sexagenário, desta vez centrando-se nos acontecimentos em torno da vida do professor de literatura clássica Coleman Silk, que é obrigado a abandonar a sua cátedra em uma universidade ao ser acusado de racismo contra alunos negros que estão na turma em que dá aula e por supostamente se aproveitar de sua posição como decano para se aproveitar de uma funcionária da faxina da instituição. Ambos os escândalos são suficientes para trazer repercussões negativas não só à carreira de Silk como à sua vida pessoal, levando sua esposa a morrer abruptamente em decorrência de um derrame cerebral e a causar o afastamento de seus filhos que, desgostosos com as práticas do pai. A partir daí, Coleman decide se vingar da faculdade à qual fora decano e cujo corpo de professores a maioria lhe devia o fato de ter sido o próprio Silk que integrara quando decano, decidindo escrever um livro onde irá denunciar todas as injustiças sofridas por ele. Passa anos tentando escrever até decidir pedir a ajuda de um “profissional”, o que o faz procurar Zucherman.

É claro que Roth vai mais além da trágica derrocada de um ex-decano. Sendo parte da obra que melhor retrata o status quo americano, o livro trata da hipocrisia mantida pela “tirania do decoro”, na própria expressão de Roth, que tinha bem em mente a farsa de um conceito de puritanismo às avessas e que foi o que destruiu a vida de Coleman trazendo-lhe repúdio e ignomínia.

O livro, escrito e ambietado no período do escândalo sexual do então presidente Bill Clinton e Mônica Lewinski, com quem manteve um caso, retrata com algum humor e uma tensão permanente como os valores engessados e recrudescidos na intolerância pode sobreviver quando o próprio chefe máximo da Nação resvala num escândalo que mancharia sua carreira política e poria a baixo o idealismo altaneiro e clerical do americanismo. O livro ainda remete à falta de programas de ressocialização dos ex-combatentes da Guerra do Vietnã, muitos deles tão desajustados e perigosos, como é o caso de Les Farley, ex-marido da amante de Silk e que vem a ceifar a vida do casal. Roth, em “A marca humana”, mais uma vez surpreende ao tratar do preconceito racial com a decisão de Silk de esconder sua raça e origem e optar por viver como branco, e à intolerância, verdadeira chaga que além de causar a segregação, destrói totalmente um ideário, gerando estranhos no meio de iguais.

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Título: Ondas curtas

Autor: Alcides Villaça (BRA)

Editora: Cosac & Naify 

Ano desta edição: 2014

Páginas: 112

Classificação: ⭐️⭐️⭐️

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“O menino quer 

essa graça do céu cacarejante

essas plumagens de anjos coloridos

esse ti-ti-ti bonançoso 

esse cardume de sóis barulhentos

essa extravagante felicidade.

Mas sou pobre.

Ainda que possa um dia

lhe dar o paraíso das galinhas

não terei como sustentar

o menino do seu olhar” (Pag. 83).

Eu já fui bem mais de ler poesia. E eventualmente escrever poesia. Ambos os hábitos acabaram sendo silenciados pela ficção e pela falta de lugar e tempo, essenciais para absorver piamente versos.

Vinicius de Moraes sempre encabeçou minha magra lista de poetas. Seus sonetos, e até mesmo suas crônicas – não isentas de poesia, sempre foi alvo do refúgio ao sentimento, nos dias passados quando vivia de quimeras. Como um cômodo conforto, eu me aquecia em noites solitárias  regadas a vinhos e ecos de minha própria existência com os versos do poetinha.

De lá para cá, li muito pouca poesia. Escrevi algumas, que inclusive ganharam a camada extra de melodia e vieram a tornar-se música, que, juntamente com amigos hoje já remotos, tencionamos levá-las ao natural caminho que todo jovem que monta uma banda numa garagem quer.

O pequeno livro do poeta Alcides Villaça, “Ondas curtas”, é um delicado apanhado de 73 poemas, extraindo-se, por meios mínimos, os dramas, observações e toda gama de sentimentos que o autor brinda o leitor, em frases curtas, objetivas, mas que carregam dentro de si um pulsar imanente que faz-nos reviver um tempo que há muito se foi. Suas ondas curtas se propagam, reverberam um que de fascínio pelo óbvio, mas o reinventa com uma tinta nova, traz novo fôlego para eventos já banidos à efemeridade. Do que, uma observação: preciso voltar a ler poesia. Vale!

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Título: Casei com um comunista 

Título original: I married a communist

Autor: Philip Roth (1933-2018)

Tradução: Rubens Figueiredo

Editora: @companhiadasletras

Ano de lançamento: 1998

Ano desta edição: 2014

Páginas: 424

Classificação: ⭐️⭐️⭐️⭐️

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“Sempre fico enfurecido, e espero que no dia em que eu morrer eu continue enfurecido. Arranjo confusão porque fico enfurecido. Arranjo confusão porque não fico de boca fechada. Eu fico muito enfurecido com o meu adorável país quando o senhor Truman diz ao povo, e todos acreditam nele, que o comunismo é o grande problema deste país. Não o racismo. Não as injustiças. Isso não é o problema. O problema são os comunistas. Eles vão subverter o governo de um país de cento e cinquenta milhões de pessoas. Não insultem minha inteligência. Vou lhes contar o que é que vai subverter toda essa porcaria: o modo como tratamos as pessoas de cor. O modo como tratamos os trabalhadores. Não são os comunistas que vão subverter este país. Este país vai subverter a si mesmo ao tratar as pessoas como animais!” (Pág. 149).

Depois de ter lido “Operação Shylock”, de 1993, ter voltado a “Patrimônio” (1991) e “Os fatos” (1988), e ao decidir pular a “O teatro de Sabbath” (1995) e a “Pastoral americana” (1997) por tê-los lido recentemente, concluo “Casei com um comunista”, de 1998, o volume que faltava para eu terminar a assim chamada Trilogia Americana, cujos os dois outros livros são o já citado “Pastoral…” e “A marca humana”, de 2000. Este último aliás, foi, na verdade, o primeiro livro de Philip Roth que li, no distante junho de 2016, e que lerei em seguida para manter algum padrão na minha solitária e rica caminhada pela obra de Roth.

Casei com um comunista é mais um volume onde figura Nathan Zuckerman, o escritor e alter-ego do próprio Roth. Nele, Zuckerman reproduz a longa conversa que teve com um ex-professor seu da época do secundário, Murray Ringold. Em longas seis noites, Murray faz um relato sobre a vida de seu irmão, Ira Ringold, um figurão do rádio, a cujo passado violento e marcado por feroz militância com o partido comunista, traçaram um caminho de vergonha, traição, repúdio e vingança.

No típico estilo de Roth, Zuckerman reencontra muitos anos depois o professor Murray, e ali, em camadas atemporais, ouve a história da vida do homem a quem Zuckerman considerou por muitos anos, uma de suas mais marcantes influências, sendo mesmo preterido a discípulo de Ira, que buscou doutrinar o então jovem Zuckerman na militância comunista, na luta operária e no abrir mão de uma odiosa existência aburguesada. Zuckerman, sendo apresentado a vários correligionários de Ira, fica muito impressionado com uma realidade tão distante da razoável vida que leva num bairro de Newark. Vendo a dureza com que são obrigados a viver os operários das indústrias nos arredores da cidade, Zuckerman por pouco não sucumbe às ideias de Ringold e abre mão da casa dos pais em prol da luta de classes.

Casei com um comunista, na verdade título de um pseudo livro escrito pela ex-esposa de Ira, Eve Freme, e que objetivou denunciar o marido numa época em que a perseguição aos comunistas era política de Estado levada à cabo pelo presidente Truman, é uma obra explosiva, de cunho político, um retrato da então já fragmentada sociedade americana no pós-guerra e na era do Macarthismo. As convicções de Ira Ringold tornadas públicas pelo livro traidor de Eve, mostram a fragilidade dos direitos civis, a constante existência de denúncias contra partidários do Comunismo, a atmosfera de traição e observância que pairava naqueles dias turbulentos.

É também um livro em que vemos Zuckerman abdicar de suas auto-impressões, tão presentes nos primeiros livros onde aparece, a fim de buscar em figuras de seu passado o sentido para sua existência estéril e insossa (pretendo, quem sabe um dia, escrever um ensaio analisando o Zuckerman da trilogia americana, em contraste com o Zuckerman dos outros volumes onde é o personagem central). Foi assim quando Zuckerman rememora a sua amizade com o professor Coleman Silk de “A marca humana” e Sueco Levov – de Pastoral Americana – o atleta famoso de Newark que tanta admiração causou no jovem Zuckerman. Eram figuras mais velhas, e por isso mesmo, quase inalcançáveis para o menino Zuckerman, mas que contribuíram de alguma forma para a construção da literatura do próprio Zuckerman. Vale!

charlles campos

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